Os
pés no solo
Durante
vários milhões de anos, os seres humanos mantiveram
um constante contato com a terra. De fato, a pele humana é
ligeiramente condutora da eletricidade e ao andar descalços
facilitamos o adequado e regular intercâmbio entre a eletricidade
corporal, a atmosférica e a terrestre.
Inclusivamente
quando a inteligência chegou a desenvolver-se ao ponto
de fabricar utensílios práticos, como o vestuário
ou o calçado, o homem continuou em contato permanente
com a terra, mantendo a todo o momento uma correcta troca elétrica.
Isto era possível graças às características
eletrocondutoras da grande maioria das fibras naturais e peles,
que foram sempre as únicas solas que os pés humanos
utilizaram durante milênios.
A
revolução industrial permitiu alterações
inimagináveis nas formas de viver das sociedades humanas.
Algumas dessas alterações resultaram claramente
positivas, ainda que só desde à poucas décadas
ficamos conscientes de certos efeitos secundários provocados
pelo progresso acelerado do século XX: contaminação
ambiental, deterioração global do meio, aumento
de certas doenças e um crescente stress, tanto individual
como social, que se traduzem em transtornos nervosos e em cada
vez mais depressões.
Existe
um elemento que talvez nos tenha passado desapercebido como
fator de risco propiciador dessa crescente deterioração
da saúde física e psíquica: a nossa falta
de ligação com a terra e os problemas derivados
do incorreto intercâmbio eletroatmosférico, assim
como a excessiva acumulação de eletricidade estática
no corpo.
A
invenção e o uso generalizado de materiais sintéticos
para vestir os corpos e calçar os pés, e inclusivamente
para construir as nossas casas, não só é
fonte de eletricidade estática - como a grande maioria
dos materiais plásticos e sintéticos são
isolantes elétricos. O que significa que impedem ou dificultam
a correta ligação à terra e as trocas elétricas
necessárias que são vitais para a maioria dos
processos biológicos, metabólicos e neurológicos
dos nossos organismos.
Por
tudo isto não é de estranhar que a maioria dos
trabalhadores atuais sofram de stress e nervosismo generalizado,
além das consequências dos mesmos: fadiga crónica,
depressão, etc. Isto deve-se aos ambientes laborais estarem
sobrecarregados de eletricidade e a forma de vestir e de calçar
não ajudarem a regular ou a descarregar os excessos.
O
constante aumento do uso da eletricidade em casa e no trabalho
agravaram o problema ao ponto de já ser comum ouvir falar
do eletrostress. Em países como a Suécia ou a
Alemanha, foi identificada uma nova patologia: a alegria à
eletricidade, existindo centros hospitalares especializados
neste tipo de transtornos.
O
organismo procura uma via de descarga dos seus excessos de eletricidade
e encontra a que mais fácil, habitual e efetivamente
se encontra bloqueada, pois ainda que os pés repousem
sobre o solo, entre eles e a terra, colocamos uma substância
plástica, isolante, que impede a troca ou descarga.
A
importância de andar descalço - especialmente sobre
a erva - foi reconhecido por médicos e terapeutas de
todas as épocas e recomenda-se fazê-lo durante
cinco minutos antes de ir dormir às pessoas nervosas
que lhes custe conciliar o sono e descansar placidamente. Ao
pisar o solo com os pés descalços em solo húmido
descarregamos na terra os excesso de eletricidade estática
corporal acumulada durante o dia. Algo semelhante podemos obter
com um ducha de água fria, ainda que na prática
não se conseguem os mesmos resultados.
Esperamos
que você faça bom uso deste texto que acabou de
ler, ponha sua saúde em dia com todo equilibrio ! Descarregue
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