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Livros Funerários Reais
Reencontra
os mortos que podem se aquecer com seus raios e outros deuses, em particular
Osíris com quem se confunde para ressuscitar. Se
parte envelhecido (Atum com cabeça de carneiro), o sol ressurge
no horizonte do leste remoçado (o escaravelho
de Kepril).
O
mais antigo dos livros funerários reais do Novo Império
é "Casas Secretas".
As "casas secretas" são doze "cavernas" que
abrigam as doze horas da noite pelas quais o sol passa de barca antes
de renascer pela manhã. Apófis,
a serpente do caos, o agride
na 7ª hora e depois na 12ª. O sol resiste a seus ataques e renasce
na forma de escaravelho, abandonado atrás de si seu despojo, sua
múmia. O meio que ele emprega para triunfar sobre os obstáculos
é o conhecimento, todos os detalhes são comentados no texto.
O livro "As Portas" surgiu no túmulo de Ramsés, o Grande. Descreve a viagem noturna do sol que passa pelas regiões das doze horas, transpondo doze portas sucessivas cujos guardiães têm nomes aterradores. À saída das doze horas ele renasce, depois de uma passagem no nun, caos líquido primordial - tal como uma reprodução da criação. Neste livro, não é o conhecimento dos obstáculos e de seus nomes que permite alcançar a vitória, o sol deve fazer oferendas para se conciliar com os poderes noturnos.
O livro "As Cavernas" surgiu no reinado de Seti I, apresenta um além dividido não mais em doze horas, mas em seis regiões, espécies de grutas fechadas por portas como nos outros livros. O fio vermelho do livro é sempre a transformação noturna do sol se confundido com Osíris, mas sem navegação em barca. Um lugar especialmente importante está reservado no registro inferior ao castigo dos inimigos do sol, vencidos, decapitados e destruídos. Existe, inclusive, um tacho de cobre para se cozinhar os vilões...
"A Vaca do Céu" é o único dos livros funerários desta época que conta uma lenda mitológica. O "Livro da Vaca do Céu", à semelhança do Livro dos Mortos, não era um livro no sentido moderno da palavra, mas antes um conjunto de histórias. Foi inscrito em neo-egípcio nas paredes de túmulos de faraós situados no Vale dos Reis: Tutankhamon, Seti I, Ramsés II, Ramsés III e Ramsés VI. Todos estes túmulos são do Império Novo, mas acredita-se que o texto poderia datar do Império Médio. O Livro da Vaca do Céu é habitualmente dividido em duas partes.
Hathor começa a aplicar o castigo; quando assume a forma feroz de Sekhmet entrega-se à matar de forma indiscriminada a humanidade. Horrorizado com as dimensões que o castigo está a tomar, Ré entende que tem que afastar a deusa da sua matança, recorrendo a um estratagema: dá a beber à deusa uma cerveja na qual foi adicionado um colorante vermelho (cor do sangue) que a embriaga e que acaba por se esquecer do castigo. A segunda parte ("mito da vaca do céu") relata a ascensão de Ré ao céu às costas da sua filha, a deusa vaca Nut. Cansado de governar e desiludido com a maldade dos seres humanos, Ré nomeia Toth como seu representante na terra. Até então o céu e a terra não estavam separados, sendo o tempo eterno e a humanidade e os deuses viviam junto. O deus Chu, os oito deuses Heh e o faraó seguram a Nut na forma de vaca que agora se encontra separada de Geb (a terra). Foi desta forma que se criou o dia e a noite. |
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