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Epílogo
A tumba de Tutankhamon foi explorada por Howard Carter e sua equipe por cerca de 10 anos seguidos. Tem uma grande importância para a arqueologia no Egito pois foi a única tumba de rei, até a época da sua descoberta, encontrada quase que intacta. Indiscutivelmente os salteadores não tiveram muita sorte. Apesar do desaparecimento de algumas peças originalmente ali colocadas, o conjunto não foi prejudicado.
Por outro lado pode-se saber que métodos os ladrões de tumbas usavam no Egito Faraônico e o que os interessava. Muitas hipóteses sobre os ritos funerários também puderam ser comprovadas.
Nos anos em que ocorria a Segunda Guerra Mundial, o francês Pierre Montet trabalhou nas tumbas reais do período saíta. A descoberta de tumbas encontradas também em estado quase intacto não tiveram a mesma repercussão que a de Tutankhamon pois não se queria despertar a atenção das nações beligerantes para aqueles achados. Com o tempo o entusiasmo da novidade passou, o que não tira o brilhantismo do trabalho arqueológico e não deixa de mostrar um equipamento funerário que em muitos aspectos rivaliza com o de Tutankhamon.
Howard Carter, o arqueólogo responsável pelos trabalhos na tumba do faraó-menino, morreu no dia 2 de março de 1939. Contava, então, com 65 anos de idade. Após a grande aventura da sua vida, retornou ao Egito apenas algumas poucas vezes, sem participar de outras escavações. No seu funeral compareceram poucas pessoas. Entre elas estava a sua boa amiga Lady Evelyn Herbert Beuchamp, a filha de Lorde Carnarvon.
Quando a coleção Tutankhamon esteve em exposição itinerante pelos Estados Unidos da América do Norte, fazendo parte das comemorações do bicentenário da Independência, teve a visita de alguns milhões de pessoas. No Museu do Cairo, há uma exposição permanente das peças da tumba de Tutankhamon, a principal atração daquela casa.
Como reconhecimento ao que foi adicionado à cultura do país, e à cultura da própria humanidade, o governo egípcio devolveu à tumba no Vale dos Reis o ataúde externo com o corpo de Tutankhamon. Havia um preceito egípcio que dizia: "Falar o nome de um morto é fazê-lo reviver". Se assim é, o jovem rei viverá enquanto a humanidade tiver uma história... assim como Carter... assim como Carnarvon...
O
que há para ler sobre Tutankhamon CARTER, Howard & MACE, Arthur C. A descoberta da tumba de Tut-ankh-Amon. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1991. HOVING, Thomas. História secreta do túmulo de Tutancâmon. In Seleções do Reader's Digest, maio de 1979, pp.99-132. NOBLECOURT, Christiane Desroches. Tutankhamen: vida y muerte de un faraón. Barcelona: Editorial Noguer, 1972. PIANKOFF, Alexandre. The shrines of Tut-Ankh-Amon. New Jersey: Princeton University Press, 1977. REEVES, Nicholas. The Complete Tutankhamun. London: Thames & Hudson, 1990 |
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