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| Compare o preço dos Cds das Cantoras Loreena Mckennitt e Enya...no Buscapé |
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De
volta à Tumba Quando entraram na câmara funerária, os exploradores notaram a existência de outra sala que foi batizada de "o tesouro". À porta desta sala, voltado para a câmara, havia uma estátua do deus Anúbis sob a forma de um chacal negro. Estava deitado sobre um cofre em forma de pilone, olhando duramente para os intrusos. Seguramente os ladrões haviam estado ali pois alguns cofres de jóias estavam vazios. Entre as patas de Anúbis, uma pequena paleta de escriba levava o nome da princesa Meritaton (sobrinha e cunhada de Tutankhamon, filha de Akhenaton e Nefertiti). No interior do cofre havia uma série de objetos de culto funerário: escaravelhos, um peitoral, amuletos e simulacros de oferendas. Atrás do cofre, uma cabeça de vaca evocava a deusa Hátor. Tinha chifres feitos de cobre. Por trás dessa imagem, três copos de alabastro continham restos de substâncias que haviam sido utilizadas nos ritos de sepultamento.
Mas os verdadeiros tesouros desta sala eram as vísceras do rei. Por trás de todos os objetos descritos acima, havia um tabernáculo de madeira chapeada de ouro, colocado sobre um trenó, que era guardado por quatro imagens divinas: Ísis, Néftis, Neith e Selkit. As quatro Deusas extendiam seus braços contra o cofre num gesto de proteção. Dentro do tabernáculo havia um outro cofre, desta feita de alabastro finamente esculpido. As Deusas, agora, apareciam nos cantos do cofre, com o mesmo gesto protetor. Dentro do cofre, em quatro divisões, estavam os quatro vasos canopos do rei. Também eram de alabastro e suas tampas mostravam o rosto do faraó ao invés dos rostos dos quatro filhos de Hórus. Nos vasos, quatro pequenos ataúdes momiformes acondicionavam as vísceras mumificadas de Tutankhamon.
Sobre essas capelas havia uma flotilha de barcos miniaturizados: desde o barco de juncos de papiro, destinado à caça de hipopótamos, até aquele que serviria para a viagem funerária do morto, o que lhe permitiria participar da viagem do deus-sol no mundo subterrâneo. Nesta sala também foi encontrada uma caixa na qual havia uma imagem representando o contorno do deus Osíris, feita com a terra de aluvião do Nilo. Nessa silhueta havia trigo germinado, nítido símbolo de ressurreição.
Este último parece ter mantido laços de profunda amizade com o jovem rei visto que outro objeto encontrado na tumba representava a imagem da múmia do rei, deitada em uma cama com cabeças de leão e pés baixos, com dois pássaros ao lado do corpo: um com cabeça humana, representando a alma do rei; o outro, um falcão, representava o sol nascente. No presente havia uma inscrição dizendo que era obra "do Servidor de Sua Majestade, Maya, Superintendente das Obras de Construção da Praça da Verdade, Escriba do Rei, Superintendente do Tesouro". Ainda junto ao amontoado de peças dessa sala, havia dois pequenos ataúdes momiformes. No interior do primeiro, embrulhado em faixas de linho destinado à mumificação, havia um pingente preso a um cordão (na verdade uma pequeníssima estátua) com a figura de Amenhetep III, pai de Tutankhamon.
No segundo, que estava impregnado de ungüentos e levava o nome da rainha Tiy, havia um cacho de cabelos de cor castanho-avermelhada. Uma outra caixa de madeira enegrecida estava colocada no alto da pilha de objetos. Dentro dela dois pequenos ataúdes momiformes faziam referência a Osíris, sem qualquer outro nome posterior ao do deus.
Nos ataúdes havia duas pequenas múmias de fetos que haviam sido tratados como sendo corpos adultos. As análises determinaram que se tratavam de fetos com 6 e 7 meses, respectivamente. Filhos natimortos de Tutankhamon e Ankhsenamon? Voltando à antecâmara, já havíamos comentado que havia uma porta que dava para uma sala onde reinava alguma desordem e que parece ter servido aos ladrões que estiveram na tumba para a partilha do saque efetuado. A sala tinha 4 x 2,9 m. À porta os filólogos Breasted e Allan Gardner encontraram vestígios de quatro inscrições: "O Rei do Alto e Baixo Egito, Neb-Kheperu-Rá, que passou a vida fazendo imagens dos deuses, de maneira que cada dia lhe dão incenso, a libação, as oferendas." "Neb-Kheperu-Rá, que fez imagens de Osíris e construiu sua casa como no começo." "Neb-Kheperu-Rá-Anúbis triunfante sobre os nove arcos." "O senhor Anúbis, triunfante de seus quatro povos cativos."
Essa sala os arqueólogos classificaram como sendo um armazém da tumba. Em algumas tigelas podia-se ver marcas das mãos graxentas dos salteadores. Só em novembro de 1927 a equipe estava preparada para começar os trabalhos nesse cômodo.
Nele, entre tantas coisas fora de ordem, havia quatro camas com pés de felino, um trono de ébano com incrustrações de marfim onde aparecem os nomes de Amon e Aton, um tamborete de madeira (que fazia conjunto com o trono) adornado com os inimigos tradicionais do Egito para os pés do faraó.
Havia ainda uma série de assentos, de almofadas, cofres destinados a vestimentas reais e algumas caixas vazias.
Talvez uma das coisas mais singelas entre os objetos dessa sala fossem os tabuleiros do jogo "senet", encontrados em vários tamanhos. Havia, também, algumas jóias, dentre as quais uns braceletes que levavam os nomes de Akhenaton e de Semenkhará. Havia um grande cofre com armas (arcos, flechas e bumerangues) bem como bastões e escudos, dentre os quais alguns votivos.
Pelo chão foram encontrados muitos objetos que poderiam pertencer, originalmente, à sala do "tesouro". Foram achados, também, alguns abanadores dos quais um levava o nome de Akhenaton e do deus Aton. Um par de castanholas tinha gravado o nome da rainha Tiy. |
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