Index Librorum Prohibitorum
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The Book Of Secrets  -  Loreena Mckennitt
Live In Paris And Toronto  -  Loreena Mckennitt
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The Memory Of Trees  -  Enya
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Index Librorum Prohibitorum - Índice de Livros Proibidos
 


Index Librorum ProhibitorumA primeira lista de “Livros Proibidos” foi adotada no V Concílio de Latrão em 1515, então confirmada no Concílio de Trento em 1546 e sua primeira edição data do ano de 1557 como Index Librorum Prohibitorum e oficializada em 1559 pelo Papa Paulo IV, um homem considerado controverso e restritivo. A 32ª Edição publicada em 1948 incluía quatro mil títulos censurados.

O Index Librorum Prohibitorum é uma lista de publicações proibidas que foram consideradas heréticas pela Igreja Católica Romana, no ano de 1559 no Concílio de Trento (foi o mais longo da história da Igreja: é chamado Concílio da Contra-Reforma 1545-1563), o Papa Paulo IV (1555-1559) em seu último ano de pontífice instituiu oficialmente na “Sagrada Congregação da Inquisição” a censura das publicações, não há surpresa alguma em relação à censura, visto que a Igreja sempre perseguiu qualquer linha de pensamento divergente desde o início do cristianismo, o que realmente surpreende é a relação dos nomes citados nesse Índice de Livros Proibidos.

Auto de Fé 1683 - por Francisco Ricci

Os Índices eram regras aceitas como um guia para o Censor Oficial que julgava se a obra tinha algo fora dos critérios da Igreja Católica, qualquer manifestação de deficiência moral, sexualidade explícita, incorreção política, superstição, paixões carnais, heresias enfim...Era imediatamente punida, ou seja, seu autor era prontamente um candidato para a Lista Negra, tendo sua obra proibida, queimada.

Existia também a opção de no caso o autor refazer toda sua obra omitindo alguns ou todos os fatos de acordo com os ideais da “Santa Igreja”. Era decisivamente proibido publicar qualquer livro sem a revisão e permissão oficial do Papa. Até mesmo em 1910, o Papa Pio X emitiu duas cartas seculares proibindo qualquer estudo que tivesse a pretensão de examinar as origens e a história do cristianismo.

Eis o que reza a doutrina da Igreja, uma verdadeira metafísica religiosa, quer dizer, uma interpretação da história a partir dessa determinada ótica religiosa! Acreditamos que o ser humano não possa jamais viver assim, o ser humano não pode viver nas sombras, ele precisa de Luz para guiá-lo em seu caminho, precisa de amparo, de verdades e não de mentiras e hipocrisias, mascarando com uma vida bela o que em verdade não é realidade, o mundo precisa ser visto em preto e branco.

Muitas vezes só enxergamos o que queremos ou o que querem que vejamos, ou o que nos faz bem aos olhos, uma fantasia.

Em 1907, a Inquisição lançou um decreto atacando os modernistas por questionarem a doutrina da Igreja, a veracidade sobre os textos sagrados (bíblicos) e claro a autoridade papal; e isso custou caro para os modernistas, pois em setembro do mesmo ano a igreja declarou-os hereges e todo o movimento foi oficialmente banido.

Estamos nesse mundo só de passagem, entretanto temos sim a capacidade de nos tornar grandes, solidários pensando um pouco mais no próximo, seja com palavras, com um ato. Pois não importa de que forma é feita essa caridade, faça a seu modo, esse é o verdadeiro sentido de religião, será essa a história construtiva que será contada nas próximas gerações e de alguma forma você será lembrado, acreditamos que seguindo bons princípios vivemos eternamente.

Não poderíamos deixar de citar Martin Luther (Martinho Lutero) com suas 95 Teses, que em nenhum momento fraquejou diante do Poder Político da Igreja Católica!

Index Librorum Prohibitorum - Escritos incluidos na Lista Negra da Igreja

Qualquer pessoa que demonstrasse interesse em ler ou manter um “Livro Proibido” por qualquer razão, estava cometendo um pecado lastimoso e conseqüentemente era castigada de acordo com a discrição do bispo.

Bispos e Inquisidores possuíam todo um critério para inspecionar as impressões e todas as lojas de livros e etc., livros autorizados eram impressos com um "imprimatur" oficial ("que seja publicado”). Na Espanha em 1558, foi introduzida a pena de morte para quem importasse livros estrangeiros.

Em áreas tão diversas como Portugal, Polônia, Quebec e até aqui no Brasil, essas “famosas regras” tiveram um grande efeito, na época era demasiadamente difícil encontrar cópias de Livros incluídos na Lista Negra (Index Librorum Prohibitorum), atualmente ainda existem alguns que se tornaram obras raras e famosas por terem participado do “Índice de Livros Proibidos”.

 
 
 

Interior de uma Imprensa no século XVIII

No Índice continham personalidades notáveis, romancistas, poetas, humoristas, enciclopedistas, sexologista, pensadores, filósofos e "sem qualquer admiração” o Índice também continha muitos teólogos, tradutores da Bíblia e historiadores de religião. Obras científicas européias eram banidas pelo simples fato de terem sido escritas por protestantes.

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Destacamos aqui algumas das figuras mais importantes que foram inclusas no “Index Librorum Prohibitorum”:

Galileu Galilei - Mas que Gira, Gira!- Galileu Galilei, físico, matemático e astrônomo Italiano dedicou-se às letras, escrevendo sobre Dante e Tasso. Descobriu a lei dos corpos e enunciou o princípio da Inércia. Pressionado pela Igreja, foi para Florença, onde concluiu com seus estudos que o "Centro Planetário" era o Sol e não a Terra, essa girava ao redor dele como todos os planetas.

Galileu foi chamado a Roma em 1611 para defender-se da acusação de heresia. Foi condenado, porém, em 1616, teve que assinar um decreto do Tribunal da Inquisição, declarando ser meramente hipotético o sistema heliocêntrico. Temendo a fogueira, retratou-se, mas ainda diante do Papa reafirmou: "Mas que Gira, Gira!"

Passou os últimos anos de sua vida, retirado em sua vila, perto de Florença, escrevendo em 1634 Discorsi e dimonstrazioni matematiche in torno a due nuove scienze (Teorias e provas matemática sobre duas novas ciências), obra fundamental da dinâmica. Morreu cego e condenado pela Igreja, longe do convívio público. No entanto, Galileu conseguiu que uma de suas obras (sobre mecânica) posteriores à proibição fosse publicada em Leiden, atualmente Holanda, uma zona protestante, onde a Igreja Católica não tinha grande influência.

 

Voltaire - Poeta, Filósofo e Historiador

 

- Voltaire, livre pensador, poeta e satírico brilhante foi um incansável lutador contra a intolerância e a superstição e sempre defendeu a convivência pacífica entre pessoas de diferentes crenças e religiões. Iniciado Maçom no dia 07 de abril de 1778, na Loja Maçônica "Les Neuf Soeurs", da cidade Paris.

Fervoroso opositor da Igreja Católica, que segundo ele, é um símbolo da intolerância e da injustiça. Empenhou-se na luta contra os erros judiciais e na ajuda às suas vítimas. A burguesia liberal e anticlerical fazem dele seu ídolo.

 

 

 

 

Victor Hugo - autor de Les Misérables e de Notre-Dame de Paris, entre diversas outras obras...- Victor Hugo denunciou violentamente a desigualdade social, pronunciou durante a sua carreira política quatro grandes discursos: um sobre a defesa do litoral; um sobre a condição feminina; um sobre o ensino religioso; uma argumentação contra a pena de morte. Diante da repressão que se abate sobre os comunistas, o poeta declara seu desgosto: "Alguns bandidos mataram 64 reféns. Replica-se matando 6000 prisioneiros!" .

Suas Palavras: "Compreendam-me: sou um homem de revolução. Aceito, assim, as grandes necessidades, mas somente sob uma condição: que sejam a confirmação dos princípios e não o seu desrespeito." Todo o meu pensamento oscila entre dois pólos: civilização-revolução "." A construção de uma sociedade igualitária só será possível se for conseqüência de uma recomposição da sociedade liberal."

 

 

Nicolau Copérnico - Teoria Heliocêntrica

 

- Nicolau Copérnico, astrônomo e matemático que desenvolveu a teoria heliocêntrica (Heliocentrismo) para o Sistema Solar.

Foi também cânone da igreja, governador e administrador, jurista, astrólogo, médico e filósofo.

 

 

 

Nicolau Maquiavel - Historiador e Filósofo

 

- Nicolau Maquiavel, historiador e notável filósofo e político italiano. É o fundador do pensamento político moderno.

Entre as suas obras, sobressaem: 0 Príncipe (escrito durante o período do exílio), Histórias florentinas, Os sete livros da arte da guerra, e outros trabalhos literários.

 

 

 

Erasmo de Roterdão - Teólogo e um Humanista Neerlandês

 

- Erasmo de Roterdão foi admitido no sacerdócio e fez a promessa e monge aos 25 anos, aproximadamente. Parece, no entanto, nunca ter trabalhado como padre. A vida monástica foi mesmo um dos principais objetos de seus ataques, numa vida plena de críticas e ataque ao males da igreja.

Erasmo tinha uma simpatia pelos pontos principais da crítica luterana à Igreja. Tinha um grande respeito pessoal por Martin Luther (Martinho Lutero) e Luther sempre falava de Erasmo com reverência pelo seu conhecimento, inclusive fez um convite para que Erasmo participasse do movimento, mas ainda assim, como amigo de Lutero, suas palavras foram: Declinando qualquer compromisso, argumentando que ao o fazer estaria a colocar em risco a sua posição como líder de um movimento por uma sabedoria pura, o que ele via como o objetivo de sua vida.

- David Hume, filósofo e historiador escocês foi juntamente com Adam Smith e Thomas Reid, entre outros, uma das figuras mais importantes do chamado iluminismo escocês. A sua tese mais famosa é que nada na nossa experiência justifica a existência de "Poderes Causais" inerentes nas coisas.

 
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David Hume - Filósofo e Historiador Escocês

 

“Quando uma bola de bilhar choca com outra, a segunda "deve" mover-se. Obviamente, as coisas sempre aconteceram assim, e por isso tendemos a pensar, "pelo costume e pelo hábito" que assim seja. Só que não há motivos racionais para isso”.

Apesar de ter escrito no século XVIII, o seu trabalho ainda é extraordinariamente relevante nas disputas filosóficas de hoje (“O problema da indução” – “O problema da causalidade” – “O problema dos milagres”). Um dos conflitos notados por Hume que se tornou um grande dilema: Todos nós já notamos o aparente conflito entre o livre-arbítrio e o determinismo: se as nossas ações foram determinadas há milhões de anos, como poderá ser que elas dependem de nós?

 

 

Blaise Pascal - Filósofo e Místico, Físico e Matemático

 

- Blaise Pascal, extraordinário filósofo, físico e matemático francês de curta existência, como filósofo e místico criou uma das afirmações mais pronunciadas pela humanidade nos séculos posteriores, "O coração tem razões que a própria razão desconhece", síntese de sua doutrina filosófica: o raciocínio lógico e a emoção.

Após uma "visão divina", abandonou as ciências para se dedicar exclusivamente à teologia, e no ano seguinte recolheu-se à abadia de Port-Royal des Champs, centro do jansenismo, só voltando às ciências após "novo milagre" (1658).

Neste período publicou seus principais livros filosófico-religiosos: (1656-1657) Les Provinciales, conjunto de 18 cartas escritas para defender o jansenista Antoine Arnauld, oponente dos jesuítas que estava em julgamento pelos teólogos de Paris, e Pensées (1670), um tratado sobre a espiritualidade, em que fez a defesa do cristianismo e marcou o início de seu afastamento dos jansenistas, facção católica inspirada em Santo Agostinho.

 

Benedictus de Spinoza - Racionalista da Filosofia - Fundador do Criticismo Biblico

 

- Benedictus de Spinoza, conhecido como Baruch de Espinoza (seu nome hebraico), Bento de Espinoza ou Bento d'Espiñoza foi um dos grandes racionalistas da filosofia moderna, juntamente com René Descartes e Gottfried Leibniz.

É considerado o fundador do criticismo bíblico moderno. Em 1656, foi excomungado da comunidade judaica pelas suas reivindicações de que deus é o mecanismo da natureza e do universo, e a biblia é um trabalho metafórico e alegórico usado para ensinar a natureza de deus, duas proposições baseadas numa argumentação cartesiana.

Ele afirmou que esse "Deus sive Natura" ("Deus ou Natureza") era um ser de infinitos atributos, entre os quais a extensão e o pensamento eram dois. Sua visão da natureza da realidade, então, parece tratar os mundos físicos e mentais como dois diferentes, submundos paralelos; que nem se sobrepõem nem interagem.

 

Alexandre Dumas - Escritor e Novelista Francês

 

- Alexandre Dumas (pai: autor, dentre outros, de "Os Três Mosqueteiros" e "O Conde de Monte Cristo" e o filho: autor de "A dama das camélias"). No ano de 2002, em seu discurso o Presidente Chirac disse: "Contigo, nós fomos D'Artagnan, Monte Cristo ou Balsamo, cavalgando pelas estradas da França, percorrendo campos de batalha, visitando palácios e castelos -- contigo, nós sonhamos”.

Numa entrevista após a cerimônia, Chirac reconheceu o racismo que existiu, dizendo que um erro agora foi reparado, com o sepultamento de Alexandre Dumas ao lado dos companheiros autores Victor Hugo e Voltaire. A honraria reconheceu que, apesar de a França ter produzido vários grandes escritores, nenhum deles foi tão lido quanto Alexandre Dumas. Suas histórias foram traduzidas em quase 100 idiomas, e inspiraram mais de 200 filmes.

A casa de Alexandre Dumas fora de Paris, o Château Monte Cristo, foi restaurada e está aberta ao público.

 

Outros nomes notáveis foram, Honoré de Balzac, Emile Zola, John Locke, Denis Diderot, Gustave Flaubert, Thomas Hobbes, René Descartes, Theodor Hendrik van de Velde, Berkeley, Jean-Jacques Rousseau, Laurence Sterne, Charles de Montesquieu, Anatole France, Immanuel Kant, todos esses e muitos outros pertenceram a Lista Negra.

 

TorahA Bíblia, a Torah e o Alcorão foram também vítimas da censura e proibidas em diversas cidades e países, escrituras foram banidas e na maioria das vezes eram queimadas.

"Em 1966 a Congregação Sagrada para a Doutrina da Fé cessou a publicação do ÍNDICE, mas reivindicou que ainda servia como um guia moral na medida em que lembra a consciência do fiel de que ele deve evitar escritos que possam ser perigosos para a fé e moralidade”, isso é claro de acordo com a ideologia da Igreja.

Hoje a Igreja ainda pode emitir um "admonitum” uma advertência para o fiel e em determinados casos, por mais incrível que possa parecer podemos chegar ao absurdo, como aconteceu com o Teólogo, Frei Leonardo Boff um Militante dos Direitos Humanos, desde 1972 cada livro que ele publicava era objeto de análise do Santo Ofício, fato recente, sentou na mesma cadeira na qual se sentaram Galileu Galilei e Giordano Bruno entre outros, lugar no qual eram e continuam sendo julgados os Inquiridos, no Palácio do Vaticano, onde até hoje está tudo exatamente como antes, inclusive sua disposição e a famosa Sala de Torturas.

Condenado pela Inquisição - por Eugenio Lucas Velázquez


Leonardo BoffSegundo Leonardo Boff: “O tribunal é dramático. Me senti literalmente seqüestrado”.

De acordo com uma entrevista realizada com o Frei Leonardo Boff em 1998, a seguinte questão importante foi levantada:

- O processo de inquisição, a maneira como a Igreja se comporta ao inquirir uma pessoa ainda é a mesma, não houve uma atualização?

Leonardo Boff - Fundamentalmente não houve atualização.

Frei Betto - Até piorou, porque atualmente, depois do estabelecimento da infalibilidade do papa, nenhum réu pode ter direito a defesa, porque não se pode partir do princípio de que a autoridade eclesiástica esteja equivocada. Então, não existe direito à defesa, é o único tribunal do mundo onde isso acontece.

Leonardo Boff - É onde a mesma instância acusa, a mesma instância julga, a mesma instância pune.

- Não pode pedir perdão?

Leonardo Boff - Não, não.

Frei Betto - Não pode se defender; não pode constituir advogado.

Leonardo Boff - Não pode ter advogado, aliás, existe advogado, mas você não conhece. Você tem um advogado chamado advocatus proautore, que você não conhece, que junto aos cardeais faz o advogado do diabo, toma a minha defesa, mas não pode conversar comigo, nem sei quem é.

- Você pode falar ali?

Leonardo Boff - Não. Só responder. E você não tem acesso às atas, não sabe quem são os acusadores. Só conhece algumas perguntas, o cardeal é que tem todo o material, extenso, que é o documentário dele.

"MEU PAI DIZIA: 'DEUS INVENTOU OS
PADRES E SACERDÓCIO. O DIABO
INVENTOU O CLERO“.


- Você poderia definir claramente para o leigo o que é a Teologia da Libertação?

Leonardo Boff - E aí então a discussão foi sobre a Teologia da Libertação, não mais sobre mim. A crítica do cardeal se baseava no seguinte: "O teu livro é protestante, quem fala assim são os protestantes, eles não são como os católicos". Eu digo: "Absolutamente, é o lado evangélico do protestantismo, e temos muito o que aprender com Lutero. Então, não aceito que seja o lado protestante, é o lado são da teologia, que percebe o excesso, o abuso de poder da Igreja, a soberba, e pertence à teologia ter uma palavra crítica sobre isso. E há uma tradição profética. A gente, quando é batizado, é batizado para ser profeta, além de sacerdote. Ninguém lembra de ser profeta na Igreja. Os profetas se confrontam com o poder".

Leonardo Boff - Aí me levantei e disse: "Cardeal, por favor, olhe esta janela, toda de ferro quadriculado. Atrás dessa janela de ferro quadriculado não se faz Teologia da Libertação, porque o mundo já vem traduzido nessa quadratura. Tem de sentir na pele uma experiência de pobreza, porque daí nasce a teologia como o grito dos pobres". A Teologia da Libertação é um grande esforço de uma parte dos cristãos de fazer do Evangelho e da fé cristã um fator de mobilização social.

- Houve algum momento em que você quase desanimou, perdeu a fé, que você tenha pensado "Deus não existe, não é possível", houve esse momento?

Leonardo Boff - Houve um momento e eu até disse isso, porque tinha perdido a esperança. Que é pior do que perder a fé. Quando o Vaticano interveio na Vozes em 1992, depuseram toda a direção, nomearam um alemão como interventor, que a primeira coisa que fez foi pegar os nossos livros e mandar picotar e queimar. Pegou o arquivo todo da Teologia da Libertação, aquela coleção de cinqüenta tomos, trabalho fantástico de bispos, de teólogos de toda a América Latina, pegou aquilo e jogou no lixo, para ser levado pelos caminhões: ainda consegui correr atrás e salvar.

"FUI VÍTIMA DE UM PROCESSO MAIS
AMPLO DO VATICANO CONTRA A
CNBB E A TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO”.


Diante das palavras de Leonardo Boff, não temos nem muito o que comentar, somente que é através de um ser humano como ele, que passamos a tomar consciência de mais uma parte triste da história, que até então muitos não tinham conhecimento, pois não basta ser pesquisador, historiador, um grande estudioso para se ter acesso a informações como essa, somente ele e outros que passaram pela mesma dura experiência podem relatar o lado obscuro do Poder da Igreja Católica. Alguns ainda não acreditam que a Igreja seja capaz de cometer essa injusta realidade, em verdade, somente quem sentou na cadeirinha onde Galileu Galilei sentou pode realmente saber o sofrimento pelo qual passou, sendo silenciado e humilhado, proibido de manifestar seu próprio sentimento.

Caso haja interesse em ler a matéria completa sobre a entrevista com Leonardo Boff, acessem o site: Caros Amigos

Acreditamos que será interessante!


Esse Site exibe uma lista de alguns Livros que foram proibidos:

Index of Prohibited Books
from the
Roman Office of the Inquisition, 1559

Hoje podemos dizer que é quase impossível obtermos a Lista completa desses Livros Censurados, mas de acordo com algumas fontes que podemos certamente confiar, segue abaixo uma relação parcial de autores e obras proibidas.

Rabelais - CW
Montaigne - Essais
Casanova - Mémoires
Mme De Stael - Corinne ou l'Italie
Andre Gide - prix Nobel, CW à l'Index en 1952
Jean Paul Sartre - Prix Nobel (refusé), CW à l'Index
John Calvin
John Milton
Pierre Larousse - Grand Dictionnaire Universel
La Fontaine - Contes et Nouvelles
Peter Abelard
Maeterlinck
Malebranche
Bishop Berkeley
Erasmus
Helvétius - De l'Esprit - De l'homme
Jean-Jacques Rousseau - Du Contrat Social 1762-1806
Descartes - Méditations Métaphysiques et 6 autres livres 1948
Samuel Richardson - PAMELA
Laurence Stern - A SENTIMENTAL JOURNEY THROUGH FRANCE & ITALY
Victor Hugo - NOTRE DAME DE PARIS 1959
Honore de Balzac FRANÇA - All his love stories
Alberto Morovia ITÁLIA - WOMAN OF ROME
Richard Steel - ACCOUNT OF THE STATE OF THE ROMAN CATHOLIC RELIGION
David Hume - All the works
Francis Bacon - The ARRANGMENT & GENERAL SURVEY OF KNOWLEDGE
Stendhal - Le Rouge et le noir 1948
Anatole France - prix Nobel en 1921, CW à l'Index en 1922
Gabriele D'Annunzio ITÁLIA - All his loves stories
Voltaire - Lettres philosophiques; Histoire des croisades; Cantiques des Cantiques
Benedict Spinoza - All posthumous work 1690
Daniel Defoe - HISTORY OF THE DEVIL 1743
Emanuel Swedenborg - THE PRINCIPIA 1738
Edward Gibbon - DECLINE & FALL OF THE ROMAN EMPIRE -1783
Ernest Renan - LIFE OF JESUS - 1889/1892
Blaise Pascal - THE PROVINCIAL LETTERS - 1789
Benedetto Croce - Philosophy/History - 1934
Oliver Goldsmith - AN ABRIDGED HISTORY OF ENGLAND - 1823
William Shakespeare - Hamlet - Macbeth
J.K. Rowling - Harry Potter
Stephen King - The Dead Zone Phyllis Reynolds Naylor - A série de Alice
Mary Shelley - Frankenstein William Powell - The Anarchist Cookbook
Nicholas Saunders - E for Ecstasy Dennis Potter - Brimstone and Treacle - versão da BBC
Tasso - Jerusalem Delivered Boccaccio - The Decameron

 

 

 

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