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AS INVESTIGAÇÕES

 


Ao longo de muita busca, consegui encontrá-las e pegar seu depoimento. Eram duas irmãs cuja mãe, dona Luísa, recebeu-me um pouco desconfiada. Identifiquei-me como ufólogo e advogado, e expliquei meu interesse pela situação. Ela pareceu, então, dar um voto de confiança ao meu trabalho, deixando que as filhas me contassem tudo.

Fiquei extremamente impressionado com o que as garotas disseram, principalmente a maior delas, Liliane, de 16 anos. Ao contar o que aconteceu, não agüentou e começou a chorar. A irmã mais nova, por sua vez, permaneceu introvertida cabisbaixa e constrangida, respondendo estritamente ao que eu perguntava. Solicitei a elas que me apresentassem a terceira testemunha: sua amiga Kátia, de 22 anos, que ao me encontrar também chorava.

Pedi às três que me levassem ao local onde tudo tinha acontecido. Era um terreno baldio no alto de um morro, onde elas reconstituíram o caminho que faziam de volta para casa. Disseram-me que, ao passar por ali, tinham intenção de cortar caminho, pegando uma trilha. Quando estavam no meio dessa trilha, viram um estranho ser abaixado, que a princípio parecia uma estátua. Para Valquíria, a mais nova "aquilo tinha a aparência de um coração de boi gigante ".

Kátia e Liliane foram as únicas que se aproximaram mais para observar melhor o ser, a uns 6 ou 7 metros de distância. Foi aí que perceberam que se tratava de algo fora do comum, quando voltaram para o asfalto e foram embora correndo. Ao chegarem em casa, segundo a mãe, estavam totalmente abaladas, chorando, tremendo e visivelmente apavoradas.

Após ouvir tudo de suas filhas, Luísa voltou ao local para ver se encontrava algum vestígio, mas não encontrou nada, apenas uma marca redonda no chão. Contudo, é questionável que aquela marca tenha sido feita pelo ser, pois o solo estava muito seco, o terreno era muito duro e com pouca vegetação. Luísa também sentiu um cheiro estranho, muito forte e impossível de se comparar com qualquer outra coisa. Nos dias seguintes, continuei conversando com elas e pedi que repetissem várias vezes o que tinham visto.

UM EXTRATERRESTRE NO HOSPITAL

Esse procedimento é comum em pesquisas, pois ajuda a detectar contradições nos depoimentos. O abalo psicológico delas era muito visível, de forma que não pareciam mentir de maneira alguma. Enquanto isso, os boatos corriam, aumentavam e ganhavam corpo em Varginha. A cidade inteira começou a comentar a história. Continuei as investigações, partindo da premissa de que a criatura havia sido capturada e levada para um hospital. Hospital RegionalNo Hospital Regional, como era de se esperar, o diretor negou tudo de forma bastante convincente.

Em Varginha existem três hospitais, porém os boatos convergiam somente para o Regional. Não era possível ter certeza de nada, principalmente sobre qual dos hospitais estaria envolvido com o fato.

Tudo estava obscuro, até que consegui conversar com uma enfermeira do Regional (que, por questão de segurança, não pode ter seu nome revelado). Ela relutou muito em me receber e conversar comigo até que, finalmente, aceitou uma entrevista e revelou que, no domingo, 21 de janeiro, uma estranha movimentação havia ocorrido no Hospital Regional. O fato envolveu médicos vindos de fora de Varginha, Polícia Militar e viaturas do Exército. Porém não falou nada de corpo de bombeiros.

Não se sabia o porquê daquela movimentação anormal no hospital e tudo parecia estar guardado a sete chaves. Uma das alas, segundo nossa informante, foi interditada por algumas horas, de forma que funcionários, pacientes e visitantes não podiam entrar.

Ela também disse que na segunda-feira, 22 de janeiro, foi chamada, juntamente com outros funcionários, para uma reunião na sala do diretor do hospital. Segundo seu depoimento, o diretor disse que toda a movimentação deveria ser ignorada, pois se tratava de um treinamento para médicos e militares. Na reunião, ainda foi ressaltado que era assunto interno do hospital, portanto, deveria ser mantido em sigilo.

Segundo essa testemunha, a reunião culminou com a seguinte frase do diretor: " Aqui em Varginha tem um pessoal que gosta muito de mexer com coisas bacanas, assim, sobrenaturais, estranhas... É provável que esse pessoal procure vocês, principalmente aquele advogado, o Ubirajara. Para essas pessoas, vocês devem negar tudo. Neguem mesmo".

Mais tarde, conversei com uma ex-aluna minha, que disse ter ido à portaria do hospital no domingo, por volta das 22h30, juntamente com uma amiga. Ela perguntou ao recepcionista se era verdade o boato de que o hospital havia recebido um "monstrinho".

O funcionário confirmou, dizendo que o ser não estava mais lá, pois tinha sido removido para outro hospital da cidade, o Humanitas (foto à esquerda). Então, as moças seguiram para lá e foram atendidas por uma enfermeira que lhe respondeu da seguinte forma: "não podem entrar aqui para ver aquilo e, mesmo que pudessem, eu aconselharia... vocês não iriam gostar de ver".

Frente do Hospital HumanitasNa mesma época, algumas testemunhas paralelas, que moram na região do Humanitas, disseram ter visto movimentação de tropas no portão lateral. Isso era tudo o que eu sabia até então. Era preciso ter mais evidências. Foi então que procurei o setor militar, primeiramente o comandante Maurício, da Polícia Militar. Ao encontrá-lo, identifiquei-me e expus a situação.

Perguntei a ele se já estava informado dos boatos de que a PM estaria envolvida no caso da captura. A resposta do comandante foi negativa.


Ele, então, ofereceu-se para checar as informações e verificou que não havia nenhum registro de tal ocorrência. Ainda sim, pediu para que nos comunicássemos com ele novamente, pois talvez encontrasse alguma informação. No dia seguinte como estava combinado, telefonei para o comandante Maurício, mas ele já não atendia o telefone.

Fiz aproximadamente uns 50 telefonemas para o quartel, mas não fui atendido. Foi aí que comecei a sentir que algo estava errado. Estavam escondendo alguma coisa.
Um amigo meu conseguiu falar com uma policial que esteve de plantão no sábado, 20 de janeiro, para receber as chamadas de emergência através no número de telefone 190. Ela revelou que recebeu algumas chamadas:

"Realmente, algumas pessoas ligaram para cá dizendo que viram um tal monstrinho, mas achamos que era trote e não demos atenção ". Ora, só por isso já podemos perceber uma contradição, pois se o comandante disse que não recebeu chamado nenhum, a policial não poderia ter recebido esses telefonemas... Menu - Clique no link desejado... Ir para uma rápida cronologia e resumo dos Acontecimentos Ir para Laboratórios de Acesso Restrito Ir para Os nomes dos Responsáveis No momento você está acessando As investigações... Ir para Testemunha viu nave caír Ir para A NASA e os UFOs Ir para a Página Inicial de Ufologia... Sua Opinião é Importante !

 

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