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AS INVESTIGAÇÕES
Fiquei extremamente impressionado com o que as garotas disseram, principalmente a maior delas, Liliane, de 16 anos. Ao contar o que aconteceu, não agüentou e começou a chorar. A irmã mais nova, por sua vez, permaneceu introvertida cabisbaixa e constrangida, respondendo estritamente ao que eu perguntava. Solicitei a elas que me apresentassem a terceira testemunha: sua amiga Kátia, de 22 anos, que ao me encontrar também chorava. Pedi
às três que me levassem ao local onde tudo tinha acontecido. Era um terreno
baldio no alto de um morro, onde elas reconstituíram o caminho que faziam
de volta para casa. Disseram-me que, ao passar por ali, tinham intenção
de cortar caminho, pegando uma trilha. Quando estavam no meio dessa trilha,
viram um estranho ser abaixado, que a princípio parecia uma estátua. Para
Valquíria, a mais nova "aquilo tinha a aparência de um coração de
boi gigante ". Após
ouvir tudo de suas filhas, Luísa voltou ao local para ver se encontrava
algum vestígio, mas não encontrou nada, apenas uma marca redonda no chão.
Contudo, é questionável que aquela marca tenha sido feita pelo ser, pois
o solo estava muito seco, o terreno era muito duro e com pouca vegetação.
Luísa também sentiu um cheiro estranho, muito forte e impossível de se
comparar com qualquer outra coisa. Nos dias seguintes, continuei conversando
com elas e pedi que repetissem várias vezes o que tinham visto. UM EXTRATERRESTRE NO HOSPITAL Esse
procedimento é comum em pesquisas, pois ajuda a detectar contradições
nos depoimentos. O abalo psicológico delas era muito visível, de forma
que não pareciam mentir de maneira alguma. Enquanto isso, os boatos corriam,
aumentavam e ganhavam corpo em Varginha. A cidade inteira começou a comentar
a história. Continuei as investigações, partindo da premissa de que a
criatura havia sido capturada e levada para um hospital. Tudo
estava obscuro, até que consegui conversar com uma enfermeira do Regional
(que, por questão de segurança, não pode ter seu nome revelado). Ela relutou
muito em me receber e conversar comigo até que, finalmente, aceitou uma
entrevista e revelou que, no domingo, 21 de janeiro, uma estranha movimentação
havia ocorrido no Hospital Regional. O fato envolveu médicos vindos de
fora de Varginha, Polícia Militar e viaturas do Exército. Porém não falou
nada de corpo de bombeiros. Não se sabia o porquê daquela movimentação anormal no hospital e tudo parecia estar guardado a sete chaves. Uma das alas, segundo nossa informante, foi interditada por algumas horas, de forma que funcionários, pacientes e visitantes não podiam entrar. Ela
também disse que na segunda-feira, 22 de janeiro, foi chamada, juntamente
com outros funcionários, para uma reunião na sala do diretor do hospital.
Segundo seu depoimento, o diretor disse que toda a movimentação deveria
ser ignorada, pois se tratava de um treinamento para médicos e militares.
Na reunião, ainda foi ressaltado que era assunto interno do hospital,
portanto, deveria ser mantido em sigilo. O funcionário confirmou, dizendo que o ser não estava mais lá, pois tinha sido removido para outro hospital da cidade, o Humanitas (foto à esquerda). Então, as moças seguiram para lá e foram atendidas por uma enfermeira que lhe respondeu da seguinte forma: "não podem entrar aqui para ver aquilo e, mesmo que pudessem, eu aconselharia... vocês não iriam gostar de ver".
Fiz
aproximadamente uns 50 telefonemas para o quartel, mas não fui atendido.
Foi aí que comecei a sentir que algo estava errado. Estavam escondendo
alguma coisa. "Realmente, algumas pessoas ligaram para cá dizendo que viram um tal monstrinho, mas achamos que era trote e não demos atenção ". Ora, só por isso já podemos perceber uma contradição, pois se o comandante disse que não recebeu chamado nenhum, a policial não poderia ter recebido esses telefonemas... |
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