| AURA
E CLARIVIDÊNCIA
Aura
(do latim: "aura": "sopro
de ar"): É o campo energético
que apresenta-se em torno do corpo denso. Aparece à percepção
parapsíquica do clarividente como um campo luminoso mesclado por
várias cores. Essas cores refletem a qualidade dos pensamentos
e sentimentos manifestados pela consciência.
A
aura apresenta várias camadas vibratórias
correspondentes aos diversos corpos (veículos de manifestação
da consciência) por onde a consciência manifesta-se nos vários
planos.
Para
facilitar, vamos dividi-la em três frequências
básicas:
A
aura do corpo físico, também denominada duplo etérico
(Teosofia), corpo vital (Rosacruz),
pranamayakosha (Vedanta), holochacra (Conscienciologia),
corpo bioplásmico ou bioplasmático (pesquisadores
russos) ou simplesmente corpo energético (pesquisadores
ocidentais). Essa aura reflete apenas as condições
do corpo físico no momento e suas predisposições
energéticas. Contudo, é bom lembrar que o soma (Grécia:
"soma": "corpo") é afetado diretamente pelo
clima psíquico dos corpos sutis.
A
aura do corpo extrafísico, também chamada de alma. É
a aura do corpo espiritual (Cristianismo; Paulo
de Tarso, Cor. I , Cap. 15, vers: 44), também denominado
corpo astral (Teosofia), perispírito (Espiritismo), psicossoma
(Projeciologia), corpo de luz (Ocultismo), corpo psíquico (Rosacruz),
corpo bardo (Tibetanos), thanki (Chineses), kha (Iniciados Egípcios)
ou corpo não-físico (pesquisadores ocidentais). Essa aura
reflete as condições psíquicas e parapsíquicas
da consciência. Reflete diretamente as emoções do
ser humano.
A
aura do corpo mental, também chamada de aura mental ou aura dos
pensamentos. É a aura que reflete diretamente o clima interno de
nossos pensamentos e idéias. O corpo mental (Teosofia) também
é denominado mentalssoma (Conscienciologia), manomayakosha (Vedanta),
corpo dos pensamentos ou simplemente mente. Essa aura reflete o clima
mental de uma consciência. Nessa aura é possível perceber
as formas-pensamento e suas cores.
Obviamente que a foto Kirlian apenas mostra
a repercussão energética no soma e no duplo etérico,
freqüências mais densas e passíveis de mensuração.
Acho que a disparidade entre as percepções de sensitivos
e das fotos em questão deve-se a que a foto Kirlian reflete principalmente
o duplo energético, enquanto que os sensitivos muitas vezes estão
percebendo a aura dos corpos mais sutis. Até mesmo entre sensitivos
existe diferenças nos níveis de percepção
parapsíquica.
Na
natureza tudo é energia. A matéria é energia
condensada; a energia é matéria em estado radiante. Logo,
tudo é energia em graus variados de densidade. Desde o sutil até
o mais denso, tudo é energético e natural.
O
estudo das capacidades parapsíquicas do ser humano não tem
nada de sobrenatural, pois são capacidades latentes e inerentes
a todos os seres, independentemente de raça, sexo, cultura ou religião.
Sobrenatural é a ignorância humana sobre a naturalidade da
vida!
Muitas
vezes, um sensitivo sem muitas informações técnicas
para embasar suas percepções, percebe coisas pelas vias
telepáticas, intuitivas, clariaudientes ou mediúnicas e
chama-as de clarividência.
O
fato de alguém apresentar percepções parapsíquicas
desenvolvidas não garante que ela seja inteligente ou desenvolvida
espiritualmente. Desenvolvimento parapsíquico não é
desenvolvimento espiritual. Isso explica porque alguns sensitivos são
canalhas e até piores do que muitas pessoas sem percepção
nenhuma.
O
desenvolvimento espiritual demanda esforço no trabalho de aprimoramento
consciencial, demanda crescimento interno e ampliação do
amor, lucidez, maturidade, alegria, modéstia, respeito, autoconhecimento,
paz íntima, generosidade, equanimidade e luz no coração.
Tudo isso leva a autêntica sabedoria, que não é encontrada
em curso algum, nenhum guru pode realizá-la por alguém,
não é alcançada no estudo de livro algum, não
pertence a instituição humana alguma e nem é encontrada
em meio a fenômenos parapsíquicos sem o equilíbrio
necessário a maturidade real.
Da
mesma forma, o fato de alguém ser um pesquisador desses temas não
garante que ele seja uma maravilha de serenidade, amor e consciência
manifestados. Há muitos pesquisadores baseados apenas no intelecto
inferior. São refratários a inteligência superior,
cósmica, abrangente, não limitada por parâmetros convencionais
de percepção. Ou seja, são pesquisadores limitados.
Não suportam manifestações de amor e alegria, que
para eles não passa de imaturidade emocional das pessoas. Na verdade,
muitos desses pesquisadores são covardes e têm medo de exporem
suas fragilidades internas mediante a abertura de seus corações
às ondas do amor.
Há
pesquisadores teóricos de várias áreas que odeiam
sensitivos desenvolvidos. Será por que os sensitivos têm
na prática o que o teórico só sonha na teoria?
De
um lado temos os pesquisadores teóricos, que acham que sabem explicar
tudo, mas que não sentem nada praticamente em si mesmos. Do outro
lado, os sensitivos que não estudam para entenderem melhor os mecanismos
de suas percepções e vivências parapsíquicas.
O
pesquisador necessita de grandes doses de modéstia, de abertura
mental, de ética e de generosidade em suas abordagens.
O
sensitivo precisa de muito estudo, conhecimentos generalizados, boa vontade
em crescer e também de muita modéstia.
E
os dois precisam muito (incluo-me nisso também) de um monte de
luz no coração, amor nos objetivos, alegria na manifestação
diária e muito discernimento em seus pensamentos, sentimentos e
atos.
Clarividência
(do latim: "clarus": "claro";
"Videre": "Ver"): É
a capacidade supranormal, parapsíquica, de perceber imagens independentemente
do concurso dos sentidos da visão normal (vidência). Essa
capacidade é anímica e natural (lembrando que vários
animais percebem auras e espíritos), não é mediúnica,
pois reside na própria capacidade dos chacras frontal e coronário,
que por sua vez, estão conectados as duas principais glândulas
do sistema endócrino: pineal (epífise) e hipófise
(pituitária). Seres extrafísicos podem ajudar uma pessoa
a desenvolver a clarividência, incrementando energias no chacra
frontal, contudo, independentemente deles, o potencial clarividente é
da própria alma (faculdade anímica).
Para
entendermos a clarividência, vamos ver como funciona a vidência
(visão normal, percepção visual natural).
Para
vermos alguma coisa, dependemos da reflexão da luz em cima de algo.
Sem luz não conseguimos enxergar. É mais fácil explicar
por exemplos:
-
Se dispararmos um tiro de um revólver calibre 22 em cima de três
alvos diferentes, veremos repercussões diferentes na trajetória
do projétil:
Bala
calibre 22 X Uma parede de granito: a bala ricocheteiará. Será
refletida.
Bala
calibre 22 X Um pudim de leite condensado: a bala atravessará o
pobre do pudim (aliás, isso seria um crime hediondo, inafiançável,
destruir pudim dá carma...)
Bala
calibre 22 X Uma lista telefônica da cidade de São Paulo:
a bala ficará presa dentro da lista, pois a mesma, sendo bem grossa,
absorverá o impacto.
Usando
esses exemplos como analogia, podemos dizer que a incidência dos
fótons (partículas luminosas) nos objetos se comporta de
maneira semelhante.
Por
exemplo:
A
luz incidindo sobre um objeto denso, como a parede, o corpo humano ou
uma tela branca, será refletida.
Havendo
reflexão da luz, o objeto em questão será percebido
pela visão normal.
A
luz incidindo sobre algo transparente, como uma placa de vidro, a água
ou partículas de água em suspensão na atmosfera (daí
o surgimento das cores do arco-íris) será refratada, atravessará
aquilo. Esse é o motivo pelo qual muitas pessoas que moram em prédios
com portas de vidro estão sempre batendo de frente nelas.
Quando
a luz atravessa um objeto fica difícil percebê-lo pela visão
normal.
A
luz incidindo sobre um vidro fumê será absorvida (por isso
esse vidro é escuro).
Resumindo:
a visão normal (vidência) depende da reflexão da luz
em cima de algo. Vidente é quem vê! Se você está
lendo essas linhas, então você é vidente (aquele que
vê). Por uma questão de confusão semântica,
muitas pessoas chamam o clarividente de vidente .
Por motivos óbvios, o cego não é vidente. Entretanto,
pode ser clarividente.
Conheço
um cego que percebe auras e espíritos facilmente. Ele só
não consegue ver as pessoas e os objetos físicos. Inclusive,
recentemente, uma mulher, que mesmo sendo cega de nascença, conseguia
perceber os objetos em seu quarto nos momentos entre o sono e o despertar
(estado alterado da consciência: hipnopompia) e também percebia
seres espirituais. Isso também pode ocorrer nos momentos entre
a vigília e o sono (estado alterado: hipnagogia).
Você
que lê essas linhas é vidente e poderá ser um clarividente,
caso ative as energias do seu chacra frontal. O cego não é
vidente, mas poderá ser clarividente em alguns casos. Aliás,
tudo isso é EVIDENTE!...
Se
uma pessoa está vendo uma outra pessoa ou um objeto, isso é
a sua vidência normal. Porém, se está vendo uma aura,
algo à distância ou um ser espiritual, que não refletem
a luz nessa dimensão densa, isso é clarividência.
Às
vezes, uma pessoa percebe algo à distância e parece que sua
percepção subdivide-se. Parece que metade dela está
centrada no corpo e a outra parte está "in
loco" observando alguma coisa, como se estivesse presente
ali, mesmo estando distante daquele local. Essa não é uma
clarividência comum. É uma percepção mais complexa
denominada "clarividência viajora".
Esse
fenômeno muitas vezes acompanha estados alterados de consciência,
como o transe mediúnico e a projeção da consciência,
experiência fora do corpo (Parapsicologia), viagem astral (Ocultismo),
projeção astral (Teosofia), emancipação da
alma, desprendimento espiritual ou desdobramento espiritual (Espiritismo),
projeção da consciência (Projeciologia) ou projeção
do corpo psíquico (Rosacruz).
A
clarividência refere-se ao momento
presente. Se as imagens percebidas pelas vias parapsíquicas referem-se
às imagens do passado da própria pessoa, isso é chamado
de "retrocognição" (do latim: "retro":
"atrás"; "cognição": "conhecimento"),
popularmente chamada de "regressão de memória".
Isso pode ocorrer em relação ao passado dessa vida atual
ou ao passado relativo a vidas anteriores.
Se
as imagens referem-se ao futuro (suposto, presumível,
relativo), o fenômeno é chamado de "pré-cognição"
(chamado popularmente de premonição).
Se
as imagens percebidas referem-se ao passado alheio ou são relativas
ao passado de algum objeto, ambiente ou situação, o fenômeno
é chamado de "psicometria" (do grego: "psico":
"alma"; "metria" - oriundo de "metron":
"medida").
Resumindo:
Percepção
de imagens no momento presente: fenômeno clarividente.
Percepção
de imagens passadas (da própria pessoa): fenômeno retrocognitivo.
Percepção
de imagens futuras: fenômeno pré-cognitivo.
Percepção
de imagens passadas pertencentes a alguém ou a ambiente e objetos:
fenômeno psicométrico.
Há
um fator que altera as energias de alguém e pode dar grande diferença
na avaliação de sua aura: a presença de espíritos
desencarnados ligados à pessoa.
No
caso de espíritos densos (energias intrusas
perniciosas), a alteração energética é
mais ostensiva. Já a ação de seres espirituais avançados
é naturalmente mais sutil e mais difícil de ser percebida.
Qualquer
clarividente razoável pode falar com propriedade da ação
nefasta de espíritos desencarnados assediadores espirituais na
aura de alguém. Isso não é científico, mas
é real.
Como
foi dito antes, o estudo desses temas é natural. A existência
de vida além da vida é natural. Os espíritos
são apenas seres humanos extrafísicos. Portanto, não
vejo como a abordagem natural em cima desses temas jogue pelo ralo qualquer
conceito espiritualista.
Talvez
jogue pelo ralo a ignorância das pessoas sobre o mecanismos parapsíquicos.
Porém, explicar tecnicamente uma coisa não significa limitar
a consciência de ninguém a apenas essa nossa terceira dimensão
(se considerarmos a influência do tempo, quarta dimensão,
dependendo do enfoque que alguém coloque na abordagem) e jogar
pelo ralo a existência de causas e dimensões extrafísicas.
Estudo
tecnicamente tudo isso e continuo espiritualista, cada vez mais, por tudo
que já vivi em prática nessa área.
Na
própria Ordem Rosacruz (AMORC), citada
antes, há estudos avançados sobre a aura humana, a projeção
do corpo psíquico (sétimo grau) e a sobrevivência
da consciência após a morte. A abordagem lá é
natural, consciente, mas, espiritual em essência, além dos
parâmetros tridimensionais.
Não
é possível (por enquanto) medir os pensamentos e sentimentos
de alguém através de fotos Kirlian. É possível
apenas detectar suas repercussões psicofísicas no soma.
No entanto, alguém duvida de que pensa e ama?
O
objetivo desse longo texto é só clarear genericamente as
informações sobre esse tema. O estudo das fotos
Kirlian é importante, principalmente na prevenção
de doenças. A percepção extrafísica dos sensitivos
(quando extirpada de toda distorção sensorial e da falta
de interpretação correta) também é importante,
pois a percepção parapsíquica, quando bem dosada
por discernimento e amor, é capaz de transformar-se em ótima
ferramente para o crescimento consciencial da pessoa.
É
capaz de tornar-se um poderosa alavanca evolutiva que permite o acesso
a outras dimensões de vida e a certezas inabaláveis sobre
a imortalidade da consciência e a interdependência dos seres,
físicos e extrafísicos, na natureza.
Wagner D. Borges
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e luz para você!
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