Mateus vem
em seguida, correspondendo a Gêmeos,
signo duplo que necessita de interação com as
pessoas e de colher informações. Mateus
tem as mãos dispostas para um lado e o rosto para o
outro, revelando a dinâmica geminiana de querer falar
e ouvir à todos ao mesmo tempo.
Mateus
era repórter e historiador da vida de Jesus, e Gêmeos
rege a casa III, setor de comunicação e conhecimento.
Logo após está
Filipe, o Canceriano.
Suas mãos em direção ao peito mostram
a tendência canceriana para acolher, proteger e cuidar
das coisas. Regido pela Lua, Câncer trabalha com o sentir;
Filipe está inclinado, como se estivesse se oferecendo
para alguma tarefa.
Ao seu lado está Tiago
Menor, o Leonino,
de braços abertos, revelando nesse gesto largo o poder
de irradiar amor (Leão rege o coração
e o chacra cardíaco), ele se impõe nesse gesto
confiante, centralizando atenções.
Atrás dele, quase que
escondido, está Tomé,
o Virginiano,
que, apesar de modesto, não deixa de expressar o lado
crítico e inquisitivo de Virgem – com o dedo
em riste ele contesta diante de Cristo; foi Tomé quem
quis o ver para crer.
Libra
é simbolizado por João,
o discípulo amado de Jesus. Com as mãos entrelaçadas,
ele pondera e considera todas as opiniões antes de
tomar posições - Libra rege a casa VII, é
o setor do outro e isso requer imparcialidade e diplomacia.
Ao seu lado, está Judas
Iscariotes, representando Escorpião.
Com uma das mãos ele segura um saco de dinheiro, pois
era o organizador das finanças da comunidade dos apóstolos
(Escorpião rege a casa VIII, que trata dos bens e valores
dos outros) e com a outra mão ele bate na mesa, protestando.
Sagitário
é representado por Pedro,
o Pescador de Almas. Foi ele quem fez o dogma e instituiu
a lei da Igreja – Sagitário rege a casa IX, setor
das leis, religiões e filosofia. Seu dedo aponta para
Jesus – a meta de Sagitário é espiritual
– e na outra mão ele segura uma faca, representando
o lado instintivo nos homens. Ele se eleva entre outros dois
apóstolos, trazendo esclarecimentos (luz) à
discussão.
Ao seu lado está André,
que representa Capricórnio.
Conhecedor das responsabilidades, com seu gesto restritivo
impõe limites. Seu rosto magro e ossos salientes revelam
o biotipo capricorniano. Seus cabelos e barbas brancas e seu
semblante sério mostram a relação de
Capricórnio com o tempo e a sabedoria. Os temores de
André são apaziguados por;
Tiago
Maior, Aquariano,
que debruça uma de suas mãos sobre seus ombros,
num gesto amigável, enquanto a outra se estende aos
demais. Ele visualiza o conjunto, percebendo ali o trabalho
em grupo liderado pelo Mestre. Aquário rege a casa
XI, que é o setor dos grupos, amigos e esperanças.
O último da mesa é
Bartolomeu, que
representa Peixes.
Seus pés estão em destaque (que são regidos
por Peixes na anatomia astrológica). Ele parece absorvido
pelo que acontece à mesa, e, com as mãos apoiadas,
quase debruçado, revela devoção envolvido
pelo clima desse último encontro entre os apóstolos
e Jesus Cristo, já que numa determinada hora
as coisas ficaram um pouco confusas, pois Jesus revelou que
"a mão do que me trai está comigo
à mesa".
A
Traição
veio de Judas Iscariotes?!
Político, administrador
e homem de negócios, Judas viu em Cristo a esperança
de mudança no plano material, porém, quando
Cristo deixou claro que libertaria apenas o espírito
e não a matéria, provocou em Judas um grande
equívoco. Após ser delatado, Jesus foi levado
a um conselho do qual fazia parte José de Arimatéia.
Senador, rico e membro ilustre desse conselho, não
concordou com a condenação de Jesus –
secretamente era ele também um cristão.
Quando Jesus foi crucificado,
depois que os soldados romanos se foram, José de Arimatéia
levou até a cruz a taça (o Graal) usada na última
ceia e recolheu também a lança que o soldado
Longinus havia usado para ferir Cristo. Depois, levou o Graal
para Patmos e lá seu filho Josephus deu a taça
a um santo inglês, que a escondeu em Gales, primeiro
numa caverna e depois no castelo do Graal.
A busca do Santo
Graal passou, então, a ser a meta dos
que queriam a vida eterna. Sua prática construtiva
envolve os Cavaleiros da Távola Redonda da Corte do
Rei Artur. Quanto à lança, conta-se que percorreu
longo caminho, pois lhe foi atribuída poderes de cura,
já que o próprio Longinus foi inexplicavelmente
curado. Ele tinha uma infecção no olho e ao
ferir Jesus um pouco de sangue caiu na vista doente, fazendo
desaparecer imediatamente a infecção.
A conquista de muitas batalhas
foram atribuídas ao uso da ponta dessa lança
por muitos líderes, entre eles, Constantino, Carlos
Magno, Napoleão e Hitler – este último
desprezava o cristianismo, porém, a retirou do palácio
de Noremberg, usando-a como símbolo de limpeza étnica.
|